Um documento que será apresentado pela cúpula do PSDB nesta terça-feira (28), o partido defende uma reavaliação do acesso dos mais ricos a serviços públicos gratuitos.

A sigla também afirma que o livre mercado não assegura distribuição de renda e propõe “intervenção do Estado democrático” para enfrentar a desigualdade.

O texto “Gente em primeiro lugar: o Brasil que queremos”, que será apresentado em Brasília pelo presidente interino do PSDB, Alberto Goldman, e o presidente do Instituto Teotônio Vilela, José Aníbal, traz diretrizes para o programa do partido e servirá para orientar a campanha eleitoral de 2018.

No documento, a sigla afirma que o “capitalismo de compadrio tem que acabar”. Entre os pontos citados, estão a defesa de critérios e metas para concessão de subsídios, renúncias fiscais e benefícios tributários, além do acompanhamento periódico do orçamento público.

“Em particular, o acesso dos mais ricos a serviços públicos gratuitos precisa ser reavaliado”, diz a carta.

O PSDB justifica que o “Estado brasileiro não pode mais ser vetor de distribuição de privilégios e concentração de renda nas mãos de ricos e poderosos”.

Livre mercado

O documento dos tucanos afirma que o capitalismo é o sistema que “gera melhores condições” para a conquista de qualidade de vida, mas faz uma ressalva ao dizer que o livre mercado, por si só, “não é capaz de assegurar distribuição mais equânime das riquezas produzidas e, assim, superar as desigualdades e a pobreza”.

“Torna-se necessária, portanto, a intervenção do Estado democrático por meio de políticas públicas que enfrentem tanto a pobreza quanto as desigualdades e assegurem a cada um as oportunidades de ascender econômica e socialmente”, afirma o documento.

Na carta, o partido cita exemplos de políticas de distribuição de renda criadas pelo PSDB, como o programa Bolsa Escola, ressaltando que elas “sempre tiveram como marca a busca da autonomia e da emancipação dos brasileiros”.

O partido argumenta que o crescimento econômico é condição necessária para a redução das desigualdades e a geração de riqueza e renda. “Sem crescimento, os demais objetivos sociais e políticos ficam inviabilizados”, diz o texto.

Com informações do G1