A ressaca do mar que perdura nas praias de Florianópolis desde maio já afetou oito praias, reduzindo drasticamente a extensão da faixa de areia. A lista é composta por nomes bem conhecidos: Brava, Ingleses, Canasvieiras, Jurerê, Mole, Joaquina, Armação e Caldeirão.

Para dar uma ideia, no ano passado, a ressaca durou em torno de uma semana e, em 2010, quando a Defesa Civil registrou estragos, se prolongou apenas durante o mês de agosto.

O coordenador municipal da Defesa Civil, Luiz Eduardo Machado, disse que, analisando os últimos 40 anos de registros, não encontrou uma ressaca com tanta intensidade e durabilidade. “É algo inédito. Começou no final da primavera e ainda não parou”, disse.

Muros destruídos em Ingleses

O fenômeno mudou a geografia da ilha. As águas avançaram com força, arrancando e contorcendo estruturas de concreto, derrubando construções e afetando a iluminação pública.

Segundo a Defesa Civil, durante duas madrugadas da semana passada, a ressaca causou danos no norte da ilha. Lá está situada a praia Brava, que ficou completamente submersa.

Também no norte, Canasvieiras e Ingleses, redutos de argentinos e uruguaios que aquecem a economia, perderam boa parte da faixa de areia.

Florianópolis recebeu quase R$ 1 milhão do governo federal

A fúria do mar fez com que a Prefeitura de Florianópolis decretasse estado de emergência. Publicada no “Diário Oficial” no dia 14 de setembro, a medida visou a solicitação de recursos do governo federal.

O município recebeu R$ 926 mil e trabalha com medidas paliativas, como o recolhimento dos entulhos e a reconstrução dos acessos, ações coordenadas pela Defesa Civil que se estenderão até o dia 15 de dezembro, no auge do veraneio.

Mas a ressaca permanece forte. Em Ingleses, a Defesa Civil nem consegue entrar para fazer a limpeza.

Com informações da UOL

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